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Determinação se acidente foi considerado grave ou não partirá de perícia

Veículo: O Regional – 01/07/2009
Matéria também publicada na Gazeta de Alagoas, A Tribuna de Rondonópolis, Portal Último Segundo e no Correio da Bahia.

Uma resolução do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que está em vigor desde ontem, vai obrigar os condutores envolvidos em acidentes graves de trânsito a passarem por uma reavaliação de suas condições para o desenvolvimento de práticas automobilísticas.

A determinação se o acidente foi grave ou não partirá de um agente do departamento de perícia policial, que vai analisar as causas do eventual choque. A resolução abrangerá todas as versões das partes envolvidas nos acidentes.

No caso de constatação da gravidade do acidente, o condutor terá de passar por aulas de reciclagem e pode ficar um ano sem dirigir. Uma das questões da resolução fala sobre a quantidade de tempo que o motorista poderá ficar sem sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Previamente, esse motorista já terá sua carteira suspensa pelo mínimo de 45 dias. Em seguida, ele deverá ser julgado para saber se terá ou não sua pena prorrogada”, explicou Adriana Cristina André, instrutora da disciplina de Direção Defensiva de um curso para formação de condutores de Catanduva.

Nesse processo, a autoridade de trânsito do Detran ou das Ciretrans abrirá procedimento administrativo para reavaliar o condutor nos aspectos físico, mental, psicológico e demais circunstâncias que revelem sua aptidão para continuar a conduzir veículos automotores.

“São medidas adotadas que podem trazer maiores benefícios para todos os condutores. No entanto, a mudança precisa partir do próprio motorista. Enquanto ela não partir de quem realmente interessa, não surtirá os efeitos necessários”, explicou Adriana.

Quanto à avaliação psicotécnica, assim que o condutor receber a notificação sobre o curso de reciclagem, o motorista deve comparecer ao Setor de CNH´s Apreendidas e Cassadas do Detran, onde terá de recolher uma taxa de R$ 61,02 e encaminhado ao Setor de Psicologia. “O motorista precisa deixar de ter o hábito automatizado de suas ações. Muitas vezes, esse é o principal causador dos acidentes”, destacou a especialista.

Além do curso de reciclagem e de exames psicotécnicos, o condutor terá de passar por uma avaliação médica, aulas teóricas de Legislação de Trânsito e avaliação prática de direção.

Falta de atenção

Para o coronel Gilmar Torres Peres, responsável pelo 30º batalhão da Polícia Militar de Catanduva, o principal fator causador de acidentes de trânsito tem relação com a falta de atenção do condutor. “Em muitas ocasiões, os motoristas conduzem seus veículos já voltados para os seus eventuais compromissos. E isso compromete de forma contundente o desempenho nas rodovias e estradas”, destacou.

Outra questão destacada por Peres é quanto à aptidão física desses motoristas. “Em muitas ocasiões, esses condutores não conseguem desenvolver ações para fazer uma manobra”, comentou.

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