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| Só 32% adotam cadeirinhas |
| Estado De Minas - MG - 31/08/2010 |
| Os acidentes de trânsito são os que mais matam crianças e adolescentes com idade entre 1 e 14 anos no país. Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que, apenas em 2007, 2.134 pessoas nessa faixa etária morreram e 15.194 foram hospitalizadas, vítimas de atropelamentos, acidentes com bicicletas ou com veículos em que elas seguiam como passageiras. Apesar de estudos revelarem que o uso adequado de dispositivo de retenção (bebê- conforto, cadeira de segurança e assento de elevação) reduz os riscos de morte em até 71% nos casos de acidentes com carros, somente 32% das mães brasileiras transportam seus filhos com os equipamentos corretos. É o que aponta uma pesquisa divulgada ontem pela Organização Não Governamental (ONG) Criança Segura, dois dias antes de entrar em vigor as novas regras para o transporte de crianças com até 10 anos. De acordo com o levantamento, feito em cinco capitais - Curitiba (PR), Brasília (DF), Manaus (AM), Recife (PE) e São Paulo (SP) -, 82% das mães afirmam transportar os filhos no banco de trás do veículo. Porém, 18% ainda levam os pequenos na frente. Além disso, 67% das famílias alegam que as crianças não têm mais a idade exigida legalmente para usar os equipamentos. Contudo, as estatísticas da Criança Segura retratam que 59% delas estão na faixa etária em que é norma a utilização do equipamento. A coordenadora nacional da ONG, Alessandra Françoia, afirma que a omissão está em todas as classes sociais. Ela diz que, normalmente, as famílias acreditam que os acidentes não são passíveis de prevenção e se preocupam mais com o envolvimento dos filhos com as drogas. "Infelizmente, é uma questão cultural. Esperamos que, com o início da fiscalização, os pais se tornem mais conscientes", ressalta. CONSCIÊNCIA A servidora pública federal Rejane Sasdelli, de 37 anos, conta que seus filhos, Enzo Sasdelli Calabró, de 5, e Théo Sasdelli Calabró, de 8, já saíram da maternidade com o bebê-conforto. "Sempre tive esse cuidado e não abro mão das cadeirinhas de segurança. Acho que, assim como ocorreu com o cinto de segurança, os equipamentos para as crianças passarão a ser usados naturalmente", prevê. Segundo a arquiteta Fabrísia Piazza, de 36, os filhos, Bruno Piazza Teixeira, de três anos e meio, e Lucca Piazza Teixeira, de 7, nem entram no carro se não tiver assento adequado. "Tudo é tão natural que, mesmo para irmos de um quarteirão a outro, eles já vão para a cadeirinha e procuram o cinto. Se outra pessoa vai buscá-los na escola, mando junto as cadeirinhas". Para o empresário Leonardo Moreira, de 41, os equipamentos de segurança são básicos. Na opinião dele, é preciso fazer campanhas educativas. "A cadeirinha é um item que garante a segurança de todos no veículo". A fiscalização do uso dos dispositivos de retenção começa amanhã. A multa para os infratores é de R$ 191,54, além de perda de sete pontos na carteira de habilitação. No site www.criancasegura.org.br, os pais encontram dicas para escolher o equipamento de segurança correto, que deve ter ainda o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). |



