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| Na fresta da lei |
| Correio Braziliense – DF - 02/09/2010 |
| Área estabelecida por resolução do CONTRAN limita reparo de rachaduras e trincas. Depois do impacto, selo adesivo protege contra impurezas, como poeira e gordura - Bruno Freitas O para-brisa costuma ser alvo fácil de pedras e objetos soltos na pista. Passado o susto do impacto, o indicado é cobrir a rachadura, para que impurezas como poeira e gordura não entrem na lâmina externa do vidro, dificultando o reparo. "O melhor a fazer é colar um selo adesivo, presente em manuais de seguradoras. Fitas também podem servir em caso de urgência, desde que sejam transparentes e não obstruam a visão do motorista", adverte Anderson Rosa, gerente de uma loja especializada no reparo de vidros. Nem todas as rachaduras, porém, podem ser eliminadas. O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) estabelece, por meio da Resolução 216, que apenas fraturas de até 4cm de diâmetro e trincas de, no máximo, 20cm de comprimento podem ser reparadas em automóveis. "Neste caso, a moeda de R$ 1 é uma espécie de referência. Se a abertura passar do tamanho dela, não dá para consertar", explica o diretor comercial da Carglass, Fabiano Telatin. Para caminhões e ônibus, cujo vidro frontal fica em posição mais vertical, o limite para a realização do serviço é determinado pela área de um retângulo, no lado esquerdo, com 50cm de altura e 40cm de largura. Em ambas situações, se o estrago for maior, esteja na zona de visão do motorista ou numa faixa de 2,5cm, que envolve as bordas externas, o para-brisa deve ser trocado. A lâmina interna do para-brisa, divida em três camadas, que incluem ainda plástico siliconado ao centro, também não é reparável. "O para-brisa temperado é mais frágil que o laminado, exigido por lei, além de estilhaçar e ser menos seguro", acrescenta Rosa. As penalidades para quem for flagrado dirigindo com o vidro frontal fora da lei incluem multa de R$ 127,69, cinco pontos no prontuário e retenção do veículo. Quanto mais limpa a abertura estiver, mais imperceptível será o resultado depois da recuperação. A situação se complica quando surgem as trincas, que podem aparecer algum tempo depois (segundos, minutos, horas ou dias) do objeto atingir e danificar o para-brisa. Os fatores para o fenômeno, que segundo Telatin quase sempre acontece, vão desde a variação de temperatura dentro e fora do carro a uma torção da carroceria. O reparo não exige a retirada do para-brisa do veículo. Durante o serviço, a área de impacto é preenchida e secada com resina, por meio de um kit composto por bomba injetora, suporte afixado ao vidro, soprador térmico e lâmpada ultravioleta. |



